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Controvérsias do Emagrecimento

por Profª Kety M. Konda

A obesidade constitui, atualmente, um dos principais problemas de saúde pública do mundo, atingindo proporções epidêmicas tanto em países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Segundo IBGE (2004) cerca de 38,8 milhões de pessoas, cerca de 40% da população brasileira com 20 anos ou mais se encontram em sobrepeso.

Muito além da estética, esses aumentos contribuem para aumento no risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão, diabetes, doença arterial coronariana, dislipidemias e entre outras.

O sobrepeso e a obesidade constituem uma associação de fatores que entre elas está  o sedentarismo e a alimentação inadequada. Dessa forma o balanço energético se torna positivo, fazendo com que o indivíduo aumente o peso corporal.

Para a diminuição do peso corporal é necessária uma diminuição na ingestão de calorias através dos alimentos e aumento do gasto de calorias em conseqüência do exercício físico que proporcionará um balanço calórico negativo. O gasto de energia proporcionado pelo exercício físico é modificado pela intensidade, grupos musculares solicitados e motivação envolvida. A proporção de fibras musculares pode influenciar na capacidade do indivíduo obeso em realizar exercícios. Por possuírem uma quantidade maior de fibras do tipo IIb, a capacidade muscular oxidativa é menor e pode levar influenciar na percepção de fadiga, pois a troca de O² pode tornar-se mais lenta durante o exercício e este custo excessivo pode predispor ao indivíduo ser fisicamente menos ativo. Em relação ao gasto calórico total diário podemos dividi-lo em aproximadamente 60% do gasto energético de repouso; 10% do efeito térmico da alimentação e 30% do gasto de energia em não-repouso.

Muito se fala na realização de exercícios nas intensidades leve a moderada para a utilização predominante da fonte energética de gordura. Mas para o emagrecimento a intensidade de treinamento moderada/alta resultará em um maior gasto calórico, proporcionando o emagrecimento.

Para este esclarecimento podemos dizer que o gasto de energia tem uma direta relação à quantidade de trabalho oferecido ao individuo, sendo este (Força X Distância). Quanto maior a velocidade para a mesma distância, mais organismo necessitará de energia, não importando qual fonte energética.

Para uma dieta hipocalórica é importante sempre a orientação de um nutricionista para que ele possa adequar a alimentação com a real necessidade em conjunto ao exercício físico realizado.

Sendo assim podemos concluir que todos e quaisquer exercícios físicos em conjunto a uma alimentação adequada, podem proporcionar a diminuição da gordura corporal. Por isso a maior intensidade do exercício resultará em uma boa estratégia em busca deste objetivo (emagrecimento), lembrando que é sempre importante que essas intensidades sejam prescritas por um educador físico.

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